terça-feira, 10 de outubro de 2017

A mudança no modelo de comércio varejista.

Vemos atualmente grandes mudanças acontecendo no comércio varejista.

O modelo tradicional de comércio, baseado em um ponto físico de vendas, estoque e vendedor de balcão está sofrendo uma grande transformação devido a diversos fatores, entre eles citamos:

- Dificuldade de circulação em grandes centros: atualmente os grandes centros sofrem com o excesso de veículos e com menos vias de trânsito, o que não favorece o deslocamento de clientes para os pontos de vendas.

- Baixo capital de giro dos pontos de venda: em virtude da crise econômica a maioria dos pontos de venda está descapitalizada, o que implica em compras menores e uma variedade limitada de opções ao consumidor no ponto de venda, tornando a experiência de compras menos satisfatória ao cliente.

- Equipe de vendedores despreparada: atualmente a equipe de vendedores nos pontos de venda tem que ser muito ativa para aprender sobre produtos e aplicação dos mesmos no dia a dia dos consumidores. Isto é fundamental devido à existência da internet e o fácil acesso do consumidor à todas as informações do que ele deseja comprar. Sempre que um consumidor sabe mais que o vendedor sobre algo, não acrescentando nada no processo de compra de um produto ou serviço, o consumidor acaba optando por outro meio de compra.

- Tecnologia: a internet veio para revolucionar o modo de buscar informações sobre o que o consumidor deseja. Atualmente cada indivíduo antes de tomar a decisão de tirar seu dinheiro do bolso para adquirir alguma coisa ele se cerca de toda a informação possível. Ele pesquisa, verifica o valor de mercado, sabe a aplicação dos produtos, os modelos, a durabilidade, os prós e contras de quem já comprou. A tecnologia também proporciona a compra fácil e entrega dentro da casa do consumidor.

- Custos crescentes em relação ao faturamento: vemos que os pontos de vendas tradicionais, devido à crise econômica tem dificuldades para manter o seu faturamento. Enquanto isto os custos para manter um ponto de venda sobem.
Somente estes fatores já são motivos enormes para que o varejo tradicional se movimente para não perder toda a sua importância na distribuição de produtos no mercado. Eu digo perder toda porque a realidade já mostra que o comércio eletrônico representa algo em torno de 45 bilhões em vendas somente no Brasil (previsão até o final de 2017).
Claro que isto afeta o varejo tradicional. O varejo tradicional está em pé de desigualdade com a internet. E muitos fatores empurram tanto fornecedores quanto consumidores ao mundo digital:

Fatores que levam os consumidores a buscar compras pela internet:

- Não existem nas lojas físicas todas as opções desejadas de produtos ao gosto do consumidor.

- Existe a questão do deslocamento até o ponto de vendas, com o gasto de tempo, meio de transporte, custos adicionais (estacionamento, pedágio, etc.), além da convivência com a violência urbana nos grandes centros.

- A experiência de compras no comércio varejista tradcional não é satisfatória em questão de ambiente de compras, atendimento, condições de fechamento de venda e serviço de pós-venda. Claro que temos exceções à regra.

- Maior confiabilidade nas transações comerciais realizadas pela internet, bem como a facilidade de buscar estas informações (fornecedores confiáveis) em sites e reclamações como o www.reclameaqui.com.br . Isto traz segurança ao consumidor de fazer suas compras na comodidade de sua casa.

Fatores que fazem os fornecedores a aderir ao uso de comércio eletrônico:

- Os pontos de venda não trabalham adequadamente as ofertas dos fornecedores, evidenciando os diferenciais e propondo valor aos produtos e serviços.

- Não existe no ponto de venda o oferecimento de toda a gama de produtos oferecidos. Esta oferta se restringe ao estoque que existe no ponto de venda.

- Os volumes de compra do ponto de venda estão diminuindo devido à crise econômica, sendo que os custos internos nos fornecedores crescem. Daí a necessidade de criar novos canais de venda.

- Existe uma demanda do consumidor em buscar nos fabricantes os produtos que precisa, retirando o “atravessador” – comércio varejista – da relação de compra e venda.
Há e ninguém pode negar uma grande transformação a caminho, onde os pontos de vendas tradicionais terão que começar a agregar valor na relação comercial e não ser apenas repassadores de produtos.

Isto não passa somente pelas idéias tradicionais, como melhorar fisicamente o ponto de venda para torná-lo acessível aos clientes e à interação com produtos. Pelo treinamento incessante dos colaboradores em atendimento ao cliente e às informações de produtos, pela publicidade normal que conhecemos. Outras medidas tornam-se indispensáveis:

Os varejistas devem pensar em inserir serviços personalizados na venda, como a venda de consignados para clientes, podem utilizar as redes sociais da empresa e engajar os colaboradores para utilizar as suas redes sociais para promover as vendas na sua rede de relacionamento. Muitos lojistas devem buscar formas de atrair os consumidores ao ponto de venda para viver uma experiência na compra isto será determinante para que haja clientes fieis ao comércio tradicional.

Além disso, dentro da área geográfica que o ponto de venda atende, os lojistas devem ter o seu próprio e-commerce para venda, facilitando pontos como entrega mais rápida, facilidade de trocas de produtos e atendimento mais pessoal que o e-commerce tradicional.


A aproximação deve ser um fator primordial para que o comércio tradicional possa continuar sendo um gerador de riquezas interessante para quem empreende neste nicho e para quem fornece para ele. Sem esta aproximação com o que o consumidor deseja teremos muitos comércios tradicionais sendo trocados por outros meios de vendas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário